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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Estudantes da UAST Conquistam Abertura de Lanchonete no Campus

abertura simbólica do RU na UAST em 2012


Dia 8/12/2014 os estudantes da UAST/UFRPE conquistaram uma importante vitória na construção de sua vida acadêmica. A lanchonete da unidade, que estava pronta já fazia um tempo, e que era mais uma das obras paradas da UFRPE, iniciou seu funcionamento. Diferente de um restaurante universitário (RU) ela não vai atender a todas as nossas antigas exigências (refeição gratuita ou com um preço mais acessível) porém, já é um importante avanço, sobretudo porque a unidade sofria com um único local para se alimentar (particular) e a venda de lanches na unidade é proibido por parte da diretoria.
 No caso de “Moskitur”, motorista que leva os estudantes de Afogados da Ingazeira a Serra Talhada, e que vende lanches a preços bem em conta, mas que foi proibido, tendo que estacionar seu ônibus na entrada da unidade, onde os estudantes tinham que descer para se alimentar, tendo que se atrasar para a aula, já que o trajeto é longe.
Essa situação já foi alvo de inúmeros protestos e reivindicações por parte dos estudantes. Em 2012, durante a greve das federais, foi pauta de discussões, além dos inúmeros abaixo assinados, idas e vindas nas rádios e blogs da cidade e região bem como diversos atos de abertura simbólica do RU na unidade.

Agora, depois da boa notícia, resta a luta pela conquista definitiva de um RU para a unidade, já que sabemos que nem todos os estudantes tem condições financeiras suficientes para se alimentarem todo dia em lanchonetes, além do fato de um salgado não ser um dos alimentos mais nutritivos e saudáveis.

a luta por um restaurante universitário para o interior é antiga na UFRPE


domingo, 1 de junho de 2014

Reitoria Volta Atrás no Corte das Bolsas da UAST

 
Só a mobilização estudantil pode garantir a manutenção dos direitos conquistados
Não é de hoje que os estudantes da UAST enfrentam dificuldades em relação a informações, sobretudo quando se trata da Reitoria. No último 12 de maio de 2014, cerca de 40 estudantes foram surpreendidos com o anuncio de que suas bolsas foram cortadas. O motivo: reprovações ou estarem “perto de concluírem seus cursos”, o que surpreendeu Camila Lima, estudante do 7° de Biologia da unidade, que esteve bem próxima de abandonar seu curso por não ter outra fonte de renda a não ser a bolsa de apoio acadêmico recebida na unidade:
“Eu já estava preocupada com o atraso da bolsa, quando recebi a notícia que ela foi cortada, assim, sem nenhum aviso prévio, não soube nem o que fazer direito.” Afirma Camila, que não é de Serra talhada, e, assim como vários “UASTianos”, amarga a dificuldade de pagar um aluguel caríssimo na cidade, além da falta de um transporte regular no interior.
“A pessoa que é de outra cidade e vive com esta bolsa como é que fica? se a PROGEST diz que essa bolsa é uma ajuda (incentivo) para que o aluno possa se formar sem ter que desistir do curso por falta de dinheiro por que agora quando se está prestes a se formar a bolsa é cortada?”
Em reunião com a reitora, formada por uma comissão de bolsistas, a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) e o movimento Resistência, dia 15 de maio, a reitora Maria José afirmou que havia ocorrido uma “falha na comunicação na UFRPE” e que o fato seria analisado”. Porém, o que a UFRPE chamou de “falha de comunicação” foi recebido de outro modo pelos bolsistas. Segundo alguns estudantes que tiveram suas bolsas cortadas, mas não quiseram divulgar seus nomes, a informação que receberam por parte da PROGEST foi que quem houvesse repetido quatro cadeiras, que estivesse perto de concluir seu curso ou quem tivesse retido duas vezes seguidas teria sua ajuda de custo cortada. Uma lista teria sido elaborada com os nomes dos alunos, mas tal lista não poderia ser divulgada para os próprios bolsistas.
Ainda não satisfeitos com essa resposta, em reunião do CTA (Conselho Técnico Administrativo) dia 22 de maio, colocamos essa questão em pauta, pedimos que essa fosse resolvida, e a resposta que recebemos da diretora da Unidade Acadêmica foi: “Eu fiquei sabendo disso ontem através de um aluno que foi na minha sala, chorando, por que sua bolsa tinha sido cortada. Não se pode resolver as coisas assim. Tem alunos que conseguiram a bolsa no 5º período, por exemplo, e já tiveram a bolsa cortada. Estamos tomando as devidas providências. Conversarei com Mendes (pró-reitor de gestão, ensino e extensão).”

Após os estudantes terem se mobilizado e preparado um dossiê com todos os documentos relativos às bolsas da PROGEST (editais, resoluções do CONSU, artigos do PNAES e etc.) e se disporem a ir à luta pela imediata retomada das bolsas, a PROGEST resolveu voltar atrás de sua decisão, resolvendo a “falha de comunicação” que havia ocorrido anteriormente, no mesmo dia em que ocorreu a reunião do CTA. As bolsas já foram devolvidas aos estudantes e a promessa é que não haja mais esse tipo de situação, afinal de contas, assistência estudantil não é um favor nem pode ser visto como meritocracia, nem tão pouco ser cortada assim, sem mais nem menos. Estamos de olho!   


                                 Islene Catão é estudante de Letras da UAST

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Reitoria se Reuni com Estudantes da UAST em Resposta a Carta Entregue ao MEC e a Presidente Dilma



Reitora Recebe "Carta aberta" do Movimento Resistência


Dia 22 de Novembro os estudantes da UAST se reuniram com a reitora Maria José de Sena, para discutir a situação da unidade acadêmica, a mesma lidera um ranking de obras paradas no país. A reunião foi marcada pela reitoria da UFRPE para responder a “Carta Aberta” do movimento Resistência, entregue a presidente Dilma em visita a Serra Talhada no início do ano. A carta também foi entregue ao MEC e ao vice-reitor, em visita a unidade durante a aula magna de 2013.1.

A situação da unidade é alarmante, enquanto vemos dinheiro público sendo investido em outras coisas como o Mensalão ou na Copa do Mundo. “A Arena Pernambuco ficou pronto em dois anos, mas as obras da UAST estão paradas dês do início da instituição em Serra Talhada”, disse Rita Silva, estudante de Letras da UAST, representante discente no Conselho Técnico Administrativo da UAST.

Na reunião esteve presente a diretora da unidade, Kátia Maria, que, junto com a Reitora, explicou a situação das obras da unidade e falou sobre temas de interessa da comunidade acadêmica, como a construção do RU e o problema da venda de lanches no campus. Para Luís Carlos Júnior, estudante de Economia da UAST, integrante do movimento Resistência, “Só a nossa mobilização pode acabar com essa situação de nossa educação, assim como fizemos nas manifestações de junho, onde os estudantes da UAST estavam em peso, denunciando a situação de nossa unidade”.  








sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Carta do Movimento Resistência a Reitoria e ao MEC (Na íntegra)

Resistência na UAST

                                                                     
     A Unidade Acadêmica de Serra Talhada completou sete anos em agosto desse ano. Portadora da enorme responsabilidade por ser filha de uma instituição de renome, centenária, com uma vasta história em nosso país, a UAST já inicia suas atividades com uma grande responsabilidade diante da comunidade pernambucana. Hoje, após inúmeras lutas, batalhas e conquistas, uma avaliação de nossa unidade se faz necessária e oportuna por seu amadurecimento político e por todas as recentes mudanças que vem ocorrendo no Brasil e que, por meio de muita luta, nossa pequena unidade de ensino se soma também a tal momento.



Bancada da UAST presente no 1° seminário de assistência estudantil da UFRPE
                                                                       Inicio
     A chegada da unidade por meio do REUNI nos traz algumas reflexões sobre a recente história do Brasil. Foi à histórica luta dos movimentos sociais e da população organizada de nosso país e região que possibilitou a ampliação das vagas no ensino superior gratuito. As chamadas “Reformas de Base” promovidas pelo governo de João Gullar, já visavam expandir o ensino superior por todo o país, isso no fim dos anos 50. Foi justamente por essas “Reformas” que sofremos o “golpe militar de 64”, visando frear os avanços sociais no Brasil. Nesse contexto a UFRPE se destacou, realizando inúmeros atos contra o regime ditatorial imposto, o que causou uma das maiores perseguições aos opositores da ditadura militar em nosso estado. A UFRPE foi cenário de muita combatividade, sendo o local onde mais teve estudantes, técnicos e professores presos, perseguidos ou proibidos de continuar vinculados a universidade. Odijas Carvalho de Souza, patrono do nosso DCE, é um exemplo dessa resistência contra esse regime.
As expansões ocorridas em todo o Brasil somam-se a inúmeras conquistas de nossa população e não um ato de bondade, como afirmam alguns. Se a universidade é um bem público, nada mais justo que se fazer uma análise crítica de como está sendo esse investimento nesse setor primordial. O REUNI, programa responsável por fazer essa expansão, merece duas observações com base naquilo que observamos no dia a dia de nossa unidade acadêmica:
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Passagem em Sala
                     A intenção: expandir o numero de universidades pelo Brasil, aumentando o numero de vagas é um avanço indiscutível e inegociável. Porém, analisar como se deu essa implantação do REUNI por parte do MEC, por si só, deixa claro como essa política se mostrou ineficiente e limitada, e não evitou o processo de “sucateamento” do ensino superior, antes visto apenas no ensino básico. Todas as instituições federais de ensino superior, que foram praticamente obrigadas a aderirem ao programa, hoje se queixam de inúmeros problemas referentes ao programa. Parece que o que prevaleceu mesmo foi uma visão meramente eleitoreira em detrimento da manutenção dos estudantes, técnicos e professores nas novas unidades de ensino. Com argumento de que “não dava pra esperar ficar tudo pronto para dar início às expansões” o governo inaugurou expansões por todo o país, muitas delas sem casas de estudantes, restaurante universitário ou um laboratório mínimo sequer;
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Ato em defesa da educação na visita de Dilma a Serra Talhada
                     O legado do REUNI: Essa atitude eleitoreira deixou um saldo de obras paradas por todo país, o baixo rendimento do ensino, pesquisa e extensão pelo interior e uma enorme evasão pela simples falta de estrutura ou problemas financeiros. Prova maior desse descaso foi à greve de 2012, maior greve dos últimos 20 anos, que parou o Brasil para uma reflexão sobre nosso trato com esse assunto. Enquanto a mídia dizia ser uma reivindicação em tono de questões salariais, as categorias unidas, professores, técnicos e estudantes, pautavam a situação da estrutura das universidades. A UAST liderou o ranking do MEC em obras paradas.
 
Reunião para debater a situação do transporte municipal em Serra Talhada


                                             Universidade, reflexo da sociedade

     O processo de sucateamento também da educação superior é fruto de uma falta de atenção e prioridade no Brasil. a 6º economia mundial ainda possui 12,9 milhões de analfabetos, amargando o 88º lugar em educação, entre 127 países pesquisados pela ONU sobre o assunto. Cerca de 5,3 milhões de jovens entre 18 e 25 anos estão, além de desempregados, fora das salas de aula. Mais: 15% dos jovens brasileiros estão no ensino superior. Desses 15% (6.739.689) 85% estão nas redes privadas de ensino (4.966.474) segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP).
Falar de investimento público em educação é falar em contradições gigantescas, como os 43,98% do orçamento da união, destinado para a “Divida Externa”, e somente 3,34% para o ensino, segundo dados da Auditoria Cidadã. Com um dos salários mínimos mais baixos do mundo (R$678, que equivale a U$340, ou seja, o mínimo mais baixo da América Latina) e com tudo aumentando, o sonho do diploma torna-se cada vez mais impossível.


Mesa-redonda com a atual diretora da unidade na época da campanha

                             O problema das universidades é a falta de investimento

     Pode até soar estranho, mas, para se formar, mesmo numa instituição pública, é preciso dinheiro. E esse é o principal motivo que impede nossos jovens de concluírem seus cursos. Em 2011 a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) encomendou ao Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE) um relatório sobre a situação do estudante universitário brasileiro. O resultado foi apresentado com o título de “Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais Brasileiras”, trazendo dados valiosos para o debate sobre a situação acadêmica de nossas instituições, além de quebrar vários mitos sobre os estudantes brasileiros:

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             -Os universitários são ricos: 43,7% dos estudantes são oriundos das classes C, D e E, sendo 52% nordestinos;
·        -Políticas para as mulheres, como creche e residências, não são necessárias: 53,5% das vagas estão ocupadas por mulheres;
·        - Urgência na situação do transporte público e da mobilidade urbana: 56,5% dos universitários utilizam algum transporte coletivo para irem às aulas;
·         -Criação e ampliação do acesso aos Restaurantes Universitários: somente 15% dos estudantes tem acesso aos RUs no Brasil;
·         -Criação e ampliação das residências estudantis: somente 2,5% são atendidos com a residência estudantil.

     Outros dados levantados pela pesquisa mostram que outras pautas precisam ser levantadas em nossas instituições:

·         -Sistemas de Cotas: apenas 8,7% dos universitários são negros, mesmo o Brasil sendo considerado um país negro;
·    -O reduzido número de bolsas de manutenção estudantil: segundo a pesquisa, 15% dos trancamentos de matrícula são por motivos financeiros.

Ato pelo fim do "poeirão" e do monopólio da Erivantur

                        E como se traduz esses dados em nossa unidade acadêmica?

     A controladoria Regional da União em Pernambuco realizou uma auditoria na UFRPE e constatou que, de 2007 a 2011, 76% dos estudantes da UAST não conseguiram concluir seus cursos. Ao cruzarmos essa informação com o 1º lugar e obras paradas do país e outras coisas como a falta de um RU ou um transporte coletivo municipal adequado, entendemos como esse dado é real, apesar de triste.
Todas as obras da UAST não foram entregues a comunidade acadêmica: Biblioteca, Casa de estudante (masculina e feminina), prefeitura, lanchonete (que já se encontra ultrapassada, devido à quantidade de estudantes que hoje estudam na unidade) e laboratórios. Hoje os gastos locais com a manutenção na cidade acabam afastando os estudantes que vem de outras localidades: água, luz, telefone, aluguel, etc.
A evasão, junto com o jubilamento (método criado pela ditadura para expulsar e reprimir os estudantes) provoca esse esvaziamento que acaba gerando, em consequência disso, também, um gasto publico.


Primeira paralisação da unidade pelo fim do museu de obras da UFRPE
                                                     A educação que temos

Outro mito levantado é que a culpa pela saída dos estudantes é a forma como se dá o ingresso, hoje pelo o ENEM. Por ser uma ampla concorrência o ENEM acaba tornando-se quase um “bingo” em relação à entrada na universidade, ou seja: o estudante entra no curso apenas pelo simples fato de entrar, tirando, como isso, uma vaga para quem realmente gostaria de fazer o determinado curso. Engano: seis milhões de pessoas se inscreveram para fazer o ENEM em 2013, porém, não divulgam os meios de comunicação, que apenas 600 mil conseguirão a tão sonhada vaga no ensino superior público. Traduzindo: o problema é a falta de vaga, gerada pelo apoio cada vez maior das autoridades pelas instituições privadas, patrocinadas pelo PROUNI, por exemplo.
A educação que temos é fruto desse descompromisso com uma educação de qualidade. E não falta dinheiro, e sim vontade. Já foram R$86 bilhões para a Copa do Mundo “da FIFA”, a mais cara da história, com estádios sendo entregues no prazo, mesmo, alguns, tendo que manter a obra funcionando 24 horas por dia para cumprir essa “exigência” da FIFA.
Já o PNAES (Plano Nacional Assistência Estudantil), assinado em julho de 2010, pelo então presidente Lula, parece não fazer parte de nosso cotidiano enquanto unidade acadêmica. Visando a manutenção (que é diferente de Assistência) o PNAES é voltado para moradia estudantil, alimentação, transporte, atenção à saúde, inclusão digital, cultura e apoio pedagógico. Mas, o que vemos aqui em Serra Talhada? A casa de estudante está servindo de depósito, não temos um local com preço acessível para nos alimentar, e até os lanches que eram vendidos foram proibidos pela direção, como o caso de “Muskitur”, motorista, que vende lanches em seu ônibus, com preços acessíveis para a classe estudantil, mas foi proibido de negociar na unidade por parte da direção. Não temos transporte coletivo na cidade, serviço médico, internet de qualidade e eventos que estimulem a integração cultural dos cursos, como a exemplo da Gincana do Natal Solidário, ou o Fast Triátlon, por não termos uma quadra disponível, até para as aulas de educação física, realizadas no espaço da AABB, fora o fato de termos apenas uma assistente social na unidade para realizar todo o trabalho da PROGEST.


Charge sobre o transporte da UAST

                                                        A educação que queremos

Diante desse quadro que se encontra a educação no Brasil e em nossa unidade, a saída foi à mesma encontrada pelos lutadores de ontem e de sempre, seguindo o exemplo daqueles que transformaram a UFRPE nessa universidade centenária: a luta. Criado em 2008 na UAST, o movimento Resistência, que teve sua origem nos “Anos de Chumbo” da rural e já se encontrava na sede e na UAG, passou a intensificar as mobilizações em torno das necessidades dos estudantes “uastianos”.  O fim do “Poeirão”, as mobilizações pela pavimentação da estrada (hoje a menor BR do Brasil), o fim do Museu de Obras, assembleias, paralisações e ações no ministério público foram exemplos de como a mobilização é imprescindível para obter determinadas vitórias.
O estudante não está, de maneira nenhuma, acomodado ou satisfeito com essa situação da educação brasileira, exemplo disso foi às manifestações do Acorda Serra, contando com a participação massiva dos universitários bem como o ato da entrega da carta à presidente Dilma. A comunidade acadêmica vem cumprindo o seu papel. Entendemos que o desafio de ter uma universidade realmente capaz de impactar a sociedade, discutindo os problemas locais como a seca, a preservação da caatinga e a renovação cultural de nossa região, se faz necessário e é de todos. Para isso é preciso que se modifiquem as prioridades, colocando os interesses sociais e investindo num futuro de nossa comunidade.
Nessa perspectiva de luta temos visto a juventude tomarem as ruas. E, ao que tudo indica, tais mobilizações tendem a aumentar cada vez mais. A certeza que se tem é que não estamos apenas esperando. Por isso estamos no caminho certo.

                                                           Movimento Resistência, outubro de 2013

Movimento Resistência Entrega Carta de Reivindicações ao Vice-reitor

Movimento Resistência entrega carta aberta ao Vice-reitor da URFPE durante a aula magna da UAST



Em visita a unidade Acadêmica de Serra Talhada, para a cerimonia da aula magna do semestre de 2013.2 o vice-reitor da UFRPE, Marcelo Carneiro Leão, reuniu-se com o movimento Resistência, onde se discutiu reivindicações importantes, pautadas pelo movimento na UAST. Entre os assuntos discutidos, três ganharam mais destaques: a situação da proibição de lanches na unidade, as obras paradas e a internet.
A situação da alimentação dentro do campus de Serra Talhada é preocupante. De um lado todo tipo de comercialização foi proibido por parte da direção da unidade, alegando ser proibida a venda na instituição por ser uma área federal, o que tem causado revolta por parte dos estudantes, e, por outro, a única lanchonete que funciona tem fechado mais cedo à noite. A mesma é particular. A UAST não possui Restaurante universitário e o caso de “Moskitur”, motorista de Afogados da Ingazeira já é conhecido por todos: ele foi proibido de comercializar lanches dentro de seu ônibus, pelo mesmo está “dentro das dependências da universidade”.
Sem um local pra se alimentar, os estudantes contam com a ajuda de “Muskitur”, porém, tem que andar até a saída da UAST para se alimentar. Os estudantes não aceitam tal argumento colocado pela direção e pela reitoria, uma vez que, na sede, há o livre comércio de mercadorias dentro da universidade. O que mais se vê na sede são vendedores de picolé ou sorvete, sanduiches ou outro tipo de alimento, circulando pelas dependências da universidade. Além disso, os lanches de “Moskutir” são comercializados dentro de seu veículo e não há qualquer tipo de sujeira na universidade por conta desse comercio. Fora o mesmo ser uma necessidade urgente.  
Sobre a reivindicação de liberar a comercialização na unidade, o vice-reitor apresentou a visão da universidade, apresentou a presentou a proposta de colocar quiosques para venda de alimentos no campus e confirmou que o RU da UAST está no orçamento da universidade para 2014. Outras colocações importantes foram feitas pelo professor, como a situação das obras paradas e da internet, que, segundo ele, estaria na pauta da reitoria a melhoria na internet na UAST.

Ao fim da reunião foi entregue uma carta do movimento Resistência endereçada ao MEC e a reitoria com os principais desafios para a unidade. A carta foi feita depois da solicitação do movimento Resistência ao MEC em março, quando a presidente Dilma veio à cidade e entregamos uma carta solicitando uma audiência com o ministério da educação. Dia 5 de Novembro a reitoria irá se reunir com o movimento Resistência na UAST para discutir a carta que entregamos a presidente em março. Vamos em frente que ainda há muito que se fazer.  Só conquista quem luta.