sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Creche universitária, nosso direito! Somos mães, estudantes e trabalhadoras!




     Não é de hoje que as mulheres precisam lutar pelos seus direitos. Há séculos e séculos elas sofrem não apenas o preconceito, mas, o descaso por parte, principalmente, daqueles que deveriam protegê-las: o Estado. Dessa forma, ainda vemos nos dias de hoje, em pleno século XXI, verdadeiras aberrações sociais. As mulheres são as que trabalham mais e em contrapartida são as que ganham menos. São as que mais sofrem violência, seja ela física ou psicológica e as que estudam mais também.

     Para se ter uma mínima idéia a cada dois minutos 15 mulheres são agredidas, além disso, em Pernambuco a cada dois dias uma mulher é assassinada, de acordo, com a Secretária de Defesa Social do Estado.  Outro dado que coloca as mulheres em situação difícil é da área educacional. Embora hoje, elas sejam maioria nas Universidades Federais, de acordo com o INEP/MEC, correspondemos 57,5% das vagas, ao mesmo tempo, somos as que, têm mais dificuldade em se formar. 
     Os motivos que levam a esse panorama são diversos e passam pela falta de assistência estudantil, estrutura educacional como salas de laboratórios (algo que não existe) e nos casos das alunas que já são mães, a falta de uma creche parece ser o principal empecilho, pois segundo pesquisa realizada pela ANDIFES(Associação Nacional dos dirigentes das instituições federais superiores)68% das matriculas trancadas tem como causa a licença maternidade. E das 59 Universidades que existem em nosso país, só existem 19 com creches.
     Portanto, torna-se necessário, a luta pela construção da creche dentro da UFRPE. Além do, mas a construção de uma creche irá trazer muitos benefícios, por que ainda segundo estudo 43,4% das universitárias que são mães usam as creches nas universidades que já contam com essa estrutura, também podemos citar que a partir destas irá elevar-se a qualidade e potencial de muitos cursos a exemplo de Psicologia, administração, Pedagogia entre outros. Além das comunidades que estão ao redor da universidade poderem também usa-las. A creche é dever do município, e nesse sentido é preciso que o MEC(Ministério da Educação e Cultura)intervenha junto com as universidades e a partir dai se crie o dialogo entre prefeituras e universidades, para que dessa forma possibilite a construção dessas unidades.
      Com todo esse trabalho que temos pela frente, nos unir em torno da luta por politicas públicas e afirmativas, sem falar na assistência estudantil que deve e precisa ser ampliada e mais ainda nossa luta pela reconstrução de uma universidade democrática e popular é imprescindível. Por tudo isso que se continue lutando por esses direitos. Afinal, sem luta é que nunca haverá vitória.
Pela creche universitária! Somos mães, estudantes e trabalhadoras!
                              
                            Lene Correa, Pedagogia, UFRPE-Recife




 

100 anos de UFRPE: museu de obras, problemas nos prédios e nos hospitais veterinários persistem




Ao longo dos seus 100 anos, a Universidade Federal Rural de Pernambuco, além de contribuir na formação acadêmica, profissional e social leva em seu histórico alguns aspectos que sem dúvidas dificultam nosso dia a dia. Segundo o MEC, a UFRPE lidera o ranking de obras paradas entre as universidades federais do Brasil e a infra-estrutura dos campi e manutenção dos prédios existentes, não atendem a demanda dos discentes e profissionais que utilizam o espaço.
Tendo no campus-sede a abra da Biblioteca setorial de humanas em paralisação e os prédios destinados ao Laboratório de Gastronomia; prédio Ivan Tavares (CEGEN), Departamento de Pesca e o Departamento de Biologia constando como obras concluídas, porém, estão sem condição de uso, faltando mobiliários e estrutura física adequada. O mesmo acontece com os prédios destinados ao curso de Administração e o DLCH (Departamento de Letras e Ciências Humanas). Na UAST (Unidade Acadêmica de Serra talhada), a situação é ainda mais alarmante. São 12 obras paradas e os discentes, tem que conviver com falta de biblioteca, casa de estudantes, restaurante universitário e laboratórios. Uma recente auditoria da Controladoria Regional da União, realizada na universidade, constatou que 76% dos estudantes da UAST não conseguem concluir seus cursos. Na UAG (Unidade Acadêmica de Garanhuns) o Hospital veterinário não foi inaugurado por falta de técnicos e equipamento, gerando assim, transtornos para a formação dos estudantes. Em Recife, o Hospital Veterinário passa por uma situação de penúria, a ponto de ser suspensos os atendimentos e suas atividades por falta de material de trabalho e estrutura precária.
Enquanto o governo gasta milhões com a copa do mundo, deixa de investir em na educação pública, saúde e segurança. A UFRPE passa por problemas estruturais cada vez piores e o reflexo disso é o número cada vez maior de estudantes que abandonam o curso.

Tendo em vista todas as debilidades que enfrentamos e a urgente necessidade do fim do “MUSEU DE OBRAS” E MANUTENÇÃO DOS PRÉDIOS, o Movimento Resistência, entende que se faz necessário avançar na luta garantindo que nossas reivindicações sejam atendidas. Construa conosco uma universidade pública gratuita e de qualidade que atenda os interesses do povo brasileiros, assine o abaixo-assinado que já está disponivel nos três campus da UFRPE. Participe.
                                     Movimento Resistência