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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Concurso Poesia da Verdade!





Esse ano o jornal A Verdade completa 15 anos de circulação e, pra comemorar a data, o Centro Cultural Manoel Lisboa (CCML) responsável pela edição do jornal, lançou o concurso “Poesia da Verdade”, concurso de poesia estadual que tem por Objetivo divulgar a arte popular e de cunho engajado, bem como abrir espaço para os novo poetas de todas as regiões do estado.
O premio pretende ser anual e temático, dando espaço para que os poetas se debruçem de maneira livre em um tema específico. Esse ano, para a primeira edição do premio o tema escolhido foi “Memória, Verdade e Justiça. 50 anos de impunidade do golpe militar”. O interesse é pautar a arte de resistencia ao golpe de 64, que deixou uma lacuna em nossa cultura. Só o AI5, que durou 10 anos, censurou 500 filmes, 450 peças teatrais, 200 livros, e vetou mais de 500 letras.
Portanto o prêmio Poesia da Verdade vem homenagear a poesia resistente e heróica dessa época, ao lançar um concurso com esse tema, algo ainda inédito no país, paesar da comissão nacional da Verdade ter se consolidado em ambito nacional.
Assim, o movimento Resistência vem apoiar esse prêmio que está com as inscrições abertas entre os dias 10 de setembro e 10 de novembro, atravéz do email premiopoesiadaverdade@gmail.com . faça à sua poesia e contribua para a divulgação da imprensa popular e a arte engajada.


mais informações no endereço:           

sábado, 8 de março de 2014

Homenagem Do Movimento Resistência ao Dia Internacional da Mulher













                        
                                                    Costela do mundo. Amparo, Das Dores.
                                                    As dores da terra. Dolores, Duzinha.
                                                    Rainha da guerra. Jovita, Dandara
                                                    A mãe do cangaço. Maria Bonita
                                                    Aflitas nas praças. Las madres de mayo
                                                    Balaio nos ombros. Las madres de siempre
                                                    Calvário nas ruas. Mulher meretriz
                                                    O canto da vida. Mercedes, Ellis
                                                    Esposa da luta. Anita, Olga,  Iara
                                                    Mulheres anônimas que ninguém repara
                                                    Não importa o nome, não importa a cara
                                                    A mulher que luta é a que honra a saia.


                                                               Pedro Laurentino*











*(Pedro Laurentino Reis Pereira, que foi estudante de Agronomia da UFRPE, e, como militante do movimento estudantil e social da década de 1970, foi presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (DCE/UFRPE - 1977/1978), diretor de Exatas da UNE (1979) e presidente de Reconstrução da UEP (1980/1982). Atualmente Pedro Laurentino é diretor de Formação Sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Piauí (SINTRAJUFEPI) e tem como principal luta ações pela abertura dos arquivos da ditadura militar e punição dos torturadores. o DCE da UFRPE leva seu nome, e Odijas é o patrono da entidade, a partir de sugestão de Pedro Laurentino, durante os anos de 1979/1980, em uma assembléia de estudantes.)








domingo, 24 de novembro de 2013

Calourada Comemora Dia da Consciência Negra na UFRPE






As questões relacionadas às formas variadas de opressões, ainda que pertinentes e vivenciadas cotidianamente na sociedade, não são tratadas de maneira adequada. O tema passa a ser pouco debatido, e quando acontece, é feito de forma rasteira e isolada. Racismo, machismo, homofobia são um reflexo negativo de uma sociedade de classes, onde, a maioria passa a ser oprimida por uma minoria. Em nosso País, do dia 20 de novembro foi dedicado a Consciência Negra. Mas, será que essa consciência está sendo levado à serio? A grande maioria dos jovens marginalizados é negra. Nas universidades públicas, o número de estudantes negros ainda é reduzido, e isso acontece porque a grande população pobre do nosso País é constituída por negros.
Ainda existe muito preconceito. Ainda há muito que se discutir. Politicas públicas precisam ser levadas a serio quando se trata desse tema. O matiz da nossa diversidade cultural está constituído na alegria, coragem e força de luta dos negros escravizados a partir de 1500.
No dia 29 de novembro a partir das 18h na quadra do DCE, ocorrerá a atividade cultural para falar e viver a consciência negra. Mostrar o brilho, cor e animação dos ritmos africanos em nossa terra. A Sexta Negra com Dandara, homenageia na mulher guerreira, companheira do Zumbi do Palmares, todos os filhos e filhas do quilombo.

Somos todos negros! Somos todos Dandara!