segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

7 e 8 de Janeiro, Paralisação do Departamento de Zootecnia por melhorias estruturais. Vem para luta você também!


Dois mil e quatorze será um ano de lutas para o departamento de Zootecnia. Para iniciarmos o ano, nós Diretório Acadêmico Arlindo Botelho em conjunto com o corpo de alunos e com o apoio dos professores e do movimento resistência, decidimos por paralisar nossas atividades acadêmicas no dia 07/01 e 08/01 para que juntos lutemos por melhorias estruturais em nosso departamento! 

Esta em nossa pauta de reivindicações: 
Execução do Programa Sala de Aula Padrão - que irá dotar nossas salas de aula de climatização, Data Show, quadro e cadeiras apropriadas. Temos tido promessas constantes de que teríamos nossas salas climatizadas, porém entra anos e sai anos e promessas não são cumpridas. As salas de aula de nosso departamento possuem uma má acústica, quadros inapropriados, ausência de Data Show na maioria das salas e temperaturas elevadas durante a maior parte do ano! Para se ter ideia, professores já passaram mal e chegaram a ponto de quase desmaiarem em sala de aula. 



Reparo da Rede Elétrica - Não diferente das salas de aula, a rede elétrica de nosso departamento é arcaica e não atende a nossas necessidades, ocorrendo quedas constantes de energia e por consequência perdas de material e valioso tempo dedicado a pesquisas!
Vale lembrar que trabalhamos diversos animais, alguns precisam de aquecimento para se manterem vivos e produtivos e outros precisam de grande quantidade de alimentação para demostrarem todo o seu potencial. Tudo isto fica comprometido com as quedas de energia, uma vez que usamos a energia elétrica para gerar calor e movimentar o maquinário que prepara a dieta dos animais!
Construção de Banheiros e Liberação do espaço para instalação de uma lanchonete - Boa parte de nossos estudantes estão envolvidos em pesquisa ou em trabalhos que exigem que os mesmos passem o dia no departamento, porém não temos sequer um banheiro para que após o trabalho com os animais nós possamos tomar banho ou mesmo uma lanchonete para que possamos se alimentar!

Construção de centros de manejo e adaptação dos existentes - Manejamos animais de grande porte e para se evitar acidentes precisamos de centros de manejo seguros. Precisa-se também adaptar e/ou concluir as obras nos centros de manejo existentes. Há anos se iniciou uma obra no centro de manejo de animais de grande porte e a mesma nunca foi concluída, deixando os animais e nós alunos desprotegidos!

Construção de galpões de armazenagem de alimentos e maquinários -
Precisamos urgentemente de um local adequado para que possamos armazenar os alimentos que compõe a dieta dos animais e as maquinas necessárias para sua melhor preparação!
Atualmente os alimentos têm sido armazenados de forma incorreta (o que acarreta grande perdas e contaminação dos mesmos) e boa parte do maquinário existente não pôde ter sido instalado por não existir local apropriado e constantes quedas de energia!

Amanhã, a partir das 8 horas estaremos se reunindo para confeccionarmos material e discutimos o nosso departamento, logo mais, as 10 horas, seguiremos com cartazes até a reitoria! Contamos com a colaboração e ajuda de cada um de vocês!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES, JUNTOS TEREMOS UMA UNIVERSIDADE PUBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE!

Realização: Diretório Acadêmico Arlindo Botelho – Gestão: Nação Zootecnia.

Apoio: Coordenação e Direção do Departamento de Zootecnia; Movimento Resistência.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Todos Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais


                       
   Criança ergue cartaz contra a prisão injusta de Serginaldo Santos. A família dele foi mais uma das beneficiadas com a campanha do MLB "Natal Sem Fome"
      
Na manhã do dia 27 de dezembro do corrente, dois policiais “à paisana”, invadiram a casa Serginaldo dos Santos, presidente da CMP (Central de Movimentos Populares de Pernambuco) e coordenador do MLB (Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas), prendendo o mesmo, após empurrar e ameaçar seus dois filhos adolescentes. Levaram Serginaldo para o presídio. A acusação: “Ter cometido extorsão aos comerciantes do shopping Tacaruna, após uma ação do MLB durante a campanha anual do movimento, chamada “Natal solidário”, onde várias famílias carentes se reúnem para reivindicar cestas básicas e brinquedos em diversos estabelecimentos milionários ao redor do Brasil”.

O mandato de prisão foi articulado pelos donos do Shopping, especialmente após o movimento ter organizado outro ato, semelhante ao do ano passado, dessa vez no shopping recife, dia 20 desse mês. Segundo os donos do shopping Tacaruna, tal atividade é “um perigo para o shopping e os consumidores”. Uma verdadeira “jogada” orquestrada pelos donos dos shoppings da capital pernambucana.

O que não se fala é que, apesar de acusado, Serginaldo se quer esteve no estabelecimento citado no dia 20. O ocorrido foi, de fato, uma tentativa (mais uma) de criminalizar os movimentos sociais, reprimir o direito de várias famílias pobres pedirem, aos mais favorecidos, o direito de fazer uma ceia digna com sua família no natal, isso, inclusive, é um preceito cristão, bíblico, que parece ter sido esquecido pelos abastados empresários donos dos shoppings de Recife: “dar de comer a quem tem fome”, “repartir o pão”...

O fato é que, a cada ano, mais de 50 milhões de brasileiros amargam não terem condições de suprir suas necessidades básicas, ou moram precariamente. Todos sabem que o Brasil é o país da contradição: de um lado a seca que já matou milhões, do outro as chuvas, como no caso de Minas e Espirito Santo, ou do shopping Tacaruna, que anunciou recentemente que expandiria sua estrutura para 2014, com um custo de R$90 milhões, mais R$10 milhões para revitalizar a parte antiga do shopping, tudo isso com recursos próprios, enquanto criminaliza cerca de 200 famílias carentes, que só pediam uma cesta básica para ter uma ceia de Natal.

Serginaldo foi levado para o COTEL, mas a resposta dos movimentos sociais foi rápida. Imediatamente o MLB organizou uma vigília em frente ao presídio, exigindo a libertação do companheiro, além de vários movimentos sociais organizados e autoridades políticas articularem para buscar informações. Como sempre a mídia se calou para abafar o caso.

Na manhã do dia 28 mais de 50 companheiros continuavam a vigília em frente ao presidio. À tarde, mais de duzentas pessoas se concentravam em frente ao fórum de justiça de Recife, onde o juiz entendeu que as acusações eram infundadas, assinando o Habeas Corpus e ordenando a soltura de Serginaldo. Uma prova de que a mobilização social e o espirito combativo do povo trabalhador foram fundamentais e continuam sendo decisivos para mudar o rumo das coisas. Serginaldo foi libertado, mais, com certeza, a luta não vai parar, especialmente enquanto persistir a perseguição e a criminalização dos movimentos sociais em nossa sociedade. O movimento Resistência esteve presente na luta pela libertação de Serginaldo, e se coloca contra qualquer tipo de perseguição aos movimentos sociais.



                             (Serginaldo Silva em ato contra o aumento das passagens em Recife)

domingo, 22 de dezembro de 2013

A Regulamentação do Historiador e as Perspectivas do Profissional





 

Aconteceu no ultimo dia 12 de novembro de 2013 um encontro intitulado A Regulamentação do Historiador e as perspectivas do Profissional. O evento foi organizado pelo Coletivo - História: Unidade e Luta e com o apoio do Movimento Resistência e a União dos Estudantes de Pernambuco – UEP. Estiveram presente o Profº Antonio Paulo Rezende, Professor lotado no departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Professor da UFRPE e Diretor Estadual da Asociação Nacional de História (ANPUH), Lucas Victor, Renato Motta, Arquivista da UFRPE e a professora Giselda Brito, Coordenadora do Curso de História da UFRPE e  Camila Falcão, estudante de história da UFRPE; diretora da UEP. O debate ocorreu na sala de Seminariodo CEGOE – UFRPE.


Mesa debatedora: (esquerda para direita) Camila Falcão - UEP; Giselda Brito - UFRPE; Antonio Paulo Rezende - UFPE; Renato Motta - Arquivista - UFRPE; Lucas Victor - UFRPE - ANPUH.
 O debate foi centralizado no Projeto de Lei 4699 de 2012 de autoria do Deputado Paulo Paim – PT/RS.

A regulamentação da profissão de historiador se faz necessário para que se possa corrigir um erro histórico com esta categoria. A luta pelo reconhecimento profissional se inicia no ano de 1968, porém o projeto de lei que visava este reconhecimento foi arquivado por intervenção direta dos representantes da ditadura Militar no congresso, isto pelo fato de a proposta de regulamentação profissional advir do Movimento estudantil, uma das principais forças de contestação ao regime militar. Do ano de 1968 a 2013 mais outros 8 projetos foram negados por representantes do povo na Câmera Federal fazendo com isto provocasse grande indignação dos idealizadores e daqueles que esperavam a regulamentação desta profissão que presta um grande serviço a nossa sociedade, tendo como objetivo manter vivo o espírito crítico entre os homens e não nos fazer esquecer o nosso passado de luta!
Em meados do ano de 2009, contrariando as iniciativas anteriores de regulamentação profissional (No Senado Federal nunca havia sido apresentada uma proposta visando à regulamentação da profissão de Historiador) o Senador Paulo Paim apresenta o Projeto de lei 4699/2012, este visa à regulamentação de historiador e da outras providências.
Até então este PL tem logrado vitórias significativas o que reascende a esperança de milhares de profissionais e estudantes interessados em serem reconhecidos e valorizados enquanto profissionais historiadores!
Estudantes de História - UFRPE

Se não for interposto recurso, decorridas cinco sessões ordinárias do Senado Federal a matéria seguirá para a Câmara Federal onde não estará sujeita ao arquivamento nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, ou seja, por transcurso da legislatura, já que o inciso III deste artigo exclui os projetos que tenham transitado pelo Senado, ou seja, dele originários dos casos de arquivamento pelo fato da matéria não ter sido analisada no decorrer da legislatura. A grande vantagem de se ter um projeto aprovado pelo Senado é que enquanto os projetos em tramitação na Câmera Federal podem ser arquivados ao final da legislatura, os projetos de autoria do Senado Federal tem que ser obrigatoriamente analisado pela Câmera Federal.

Caso o PL 4699/2012 seja aprovado pelo Senado Federal e Pela Câmera Federal, a lei regulamentará profissão de historiador, estabelecerá os requisitos mínimos para o exercício da atividade profissional e determinará o registro do profissional em órgão competente!
Com a aprovação do referido PL a população só tem a ganhar, pois antes de tudo o Profissional Historiador é antes de tudo um pesquisador, um crítico, um estudioso.
Como disse o historiador francês Georges Duby, os profissionais de história oferecem um valioso serviço a nossa sociedade, pois sua obrigação enquanto profissional é manter vivo o espírito critico entre os homens. O Historiador tem como sua razão de ser, os homens vivos. Estudam e produzem história para que se possa melhor conhecer e transformar vidas. São as agitações e os interesses presentes que os incentivam a estudar o passado para que se possa identificar e analisar criticamente as condições para compreensão, intervenção e transformação do presente na busca da construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Fontes consultadas:
Blogs Unigranrio, Câmera dos Deputados e Dossiê Sobre a Regulamentação da Profissão de Historiador.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Reitoria se Reuni com Estudantes da UAST em Resposta a Carta Entregue ao MEC e a Presidente Dilma



Reitora Recebe "Carta aberta" do Movimento Resistência


Dia 22 de Novembro os estudantes da UAST se reuniram com a reitora Maria José de Sena, para discutir a situação da unidade acadêmica, a mesma lidera um ranking de obras paradas no país. A reunião foi marcada pela reitoria da UFRPE para responder a “Carta Aberta” do movimento Resistência, entregue a presidente Dilma em visita a Serra Talhada no início do ano. A carta também foi entregue ao MEC e ao vice-reitor, em visita a unidade durante a aula magna de 2013.1.

A situação da unidade é alarmante, enquanto vemos dinheiro público sendo investido em outras coisas como o Mensalão ou na Copa do Mundo. “A Arena Pernambuco ficou pronto em dois anos, mas as obras da UAST estão paradas dês do início da instituição em Serra Talhada”, disse Rita Silva, estudante de Letras da UAST, representante discente no Conselho Técnico Administrativo da UAST.

Na reunião esteve presente a diretora da unidade, Kátia Maria, que, junto com a Reitora, explicou a situação das obras da unidade e falou sobre temas de interessa da comunidade acadêmica, como a construção do RU e o problema da venda de lanches no campus. Para Luís Carlos Júnior, estudante de Economia da UAST, integrante do movimento Resistência, “Só a nossa mobilização pode acabar com essa situação de nossa educação, assim como fizemos nas manifestações de junho, onde os estudantes da UAST estavam em peso, denunciando a situação de nossa unidade”.  








Detenção de Jovem na UAG Gera Debate Sobre Racismo e Preconceito na UFRPE


Jovem algemado gera debate sobre a discriminação dentro das universidades
 

Um dia após a data de comemoração da consciência negra, dia 21, houve um fato na UAG-UFRPE que deixou a comunidade acadêmica indignada: Um jovem entrou em um dos laboratórios de informática da UAG para acessar a internet. Ao perceber que o mesmo não era um estudante da unidade, a instituição acionou a segurança, que o abordou em tom de arrogância, segundo estudantes que estavam presentes no laboratório. O jovem, de nome Felipe, tentou se defender alegando que não fazia nada de errado, que era uma pessoa de bem e que só estava ali para acessar a internet, com urgência, e que não estava cometendo nenhum crime. Poucos minutos depois, a polícia militar apareceu na UAG, colocou sua viatura em uma das passarelas, onde passam estudantes de um prédio a outro, entrou no laboratório, agredindo o rapaz na frente de vários estudantes, levando o jovem algemado.

Ao tentarem colocá-lo dentro da viatura, o rapaz se proclamou inocente na frente de todos, alegando que estava sendo vítima de discriminação social e racial. Logo após isso, os policiais o mandaram calar a boca e afirmaram que “a constituição não valia de nada e se Dilma levou na cara na ditadura, quem seria ele para não apanhar?”, batendo novamente na cabeça do jovem com um capacete de ciclista (vários vídeos foram feitos do ocorrido).

Todos ficaram abismados com a truculência e o modo de resolver o caso, deixando claro que se tratava de um caso de discriminação. Minutos depois, para justificar a sua truculência, os policiais afirmaram que o andarilho estava traficando drogas dentro da universidade e por isso representava um grande perigo. Para a nossa surpresa, quando os policiais foram revistar as coisas dele, que estavam em sacolas numa bicicleta estacionada, foram encontradas apenas frutas, como mangas, e laranjas, em outra, roupas, livretos de cordel e rabiscos. "Eu sou poeta cordelista", afirmou o jovem, já algemado.

 É evidente que a UAG precisa de mais segurança, uma segurança que receba as instruções de como intervir em cada caso. Reivindicamos segurança várias vezes, aqui na UAG, em meio a tantos assaltos que já aconteceram, como no ano de 2011, onde o movimento Resistência organizou uma audiência pública na câmara de vereadores de Garanhuns para solicitar segurança para o campus e iluminação.

O que realmente indigna a comunidade acadêmica da UAG é o fato da polícia nunca estar “à disposição” quando realmente se precisa, como no caso do entorno da unidade que fica desprotegida durante a noite, por exemplo, e já foi motivo de várias queixas dos estudantes, técnicos e professores. Outra preocupação é com a segurança interna da universidade: ao mesmo tempo em que permite a entrada de pessoas sem uma identificação, não está preparada para certos tipos de situações, como essa. Constrangimento maior teria sido evitado se houvesse uma comunicação real entre a comunidade, a diretoria do campus e a segurança. Se ele foi utilizar a internet, quem o autorizou quem procurou o rapaz para lhe liberar (ou não) ao uso do laboratório de informática da UAG? Por que o jovem não poderia utilizar a internet da instituição, sendo ela uma universidade publica?


Outras questões que levantaram polêmica, além da repressão policial e a clara discriminação social e racial, é como a universidade lida com diversos ocorridos. Em 2011 o estudante da UAST, Cloves Silva, na época diretor do DCE-UFRPE, foi levado pela polícia após dirigir um ato na unidade acadêmica de Serra Talhada pela continuação das obras paradas. O estudante foi detido e acusado, após a própria direção chamar a polícia. Não podemos deixar passar que a nossa universidade ainda possui vários resquícios da ditadura militar, prova maior são seus estatutos, inda da época dos generais da ditadura. Talvez, se o jovem fosse branco, estivesse com um carro ao invés de se negro e estar com uma bicicleta ele não teria passado por tudo isso.

O movimento Resistência na UAG e os estudantes exigem uma resposta por parte da polícia e da administração da UFRPE. Até quando iremos ver esse tipo de situação acontecer com nossos jovens no país? Não podemos aceitar que a cor da pele ou a aparência sejam critérios para se decidir quem é ou não bandido nem sirva de pretexto para reprimir a juventude. Já basta ver a truculência como a polícia trata os estudantes quando organizam alguma manifestação, como ocorreu na USP recentemente ou como no caso da extrema violência como no caso do Amarildo, no Rio de Janeiro. Repudiamos esse tipo de abordagem, a falta de diálogo e todo e qualquer tipo de discriminação social e racial dentro de nossa universidade.

 

Isadora Alves, estudante de Agronomia da UAG e diretora da UEP

domingo, 24 de novembro de 2013

Calourada Comemora Dia da Consciência Negra na UFRPE






As questões relacionadas às formas variadas de opressões, ainda que pertinentes e vivenciadas cotidianamente na sociedade, não são tratadas de maneira adequada. O tema passa a ser pouco debatido, e quando acontece, é feito de forma rasteira e isolada. Racismo, machismo, homofobia são um reflexo negativo de uma sociedade de classes, onde, a maioria passa a ser oprimida por uma minoria. Em nosso País, do dia 20 de novembro foi dedicado a Consciência Negra. Mas, será que essa consciência está sendo levado à serio? A grande maioria dos jovens marginalizados é negra. Nas universidades públicas, o número de estudantes negros ainda é reduzido, e isso acontece porque a grande população pobre do nosso País é constituída por negros.
Ainda existe muito preconceito. Ainda há muito que se discutir. Politicas públicas precisam ser levadas a serio quando se trata desse tema. O matiz da nossa diversidade cultural está constituído na alegria, coragem e força de luta dos negros escravizados a partir de 1500.
No dia 29 de novembro a partir das 18h na quadra do DCE, ocorrerá a atividade cultural para falar e viver a consciência negra. Mostrar o brilho, cor e animação dos ritmos africanos em nossa terra. A Sexta Negra com Dandara, homenageia na mulher guerreira, companheira do Zumbi do Palmares, todos os filhos e filhas do quilombo.

Somos todos negros! Somos todos Dandara! 
Movimento Resistência e UEP recepcionam calouros na UFRPE e denuncia: enquanto o governo entregam nossas riquezas, milhões de jovens não conseguem cursar o ensino superior.

Foi com espirito de Rebeldia, conscientização política e muita alegria que os calouros da UFRPE, campus SEDE em Recife foram recepcionados pelo movimento Resistência e a União dos Estudantes de Pernambuco, no dia 21 de outubro, mesmo dia em que ocorreu o leilão do Campo de Libra. Os calouros mostraram toda felicidade por ter começado uma nova fase rumo à tão esperada carreira profissional, mas, também, compartilharam da indignação quanto à desvalorização e mercantilização da educação em nosso país e a privatização do nosso petróleo. O movimento Resistência e a UEP – Cândido Pinto, parabenizaram os calouros da melhor maneira possível, fazendo a denuncia quanto à privatização das nossas riquezas e convocando todos os estudantes a construírem as lutas por uma Universidade pública, gratuita e de qualidade aberta para o povo. Não é justo que um país com a 6º maior economia do mundo e com extensão continental, possua pouco mais de 60 universidades federais e que todos os anos milhares de jovens deixem de entrar nas universidades e que centenas abandonem seus cursos a cada semestre, por não terem políticas eficazes de permanência.

Camila Falcão, estudante de história - SEDE. vice-presidente RMR - UEP

O ensino superior em nosso País, infelizmente, ainda é privilégio de poucos. Milhões de jovens todos os anos deixam de entrar na Universidade e assim, interrompem seus sonhos. Com mais de 7,1 milhões de inscritos no ENEM 2013, e com uma média de apenas 1,1 milhões de jovens que conseguem vaga no ensino superior, sendo - 500 mil vagas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), 300 mil pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e 300 mil nas universidades federais - representando pouco mais de 15% dos inscritos no Enem que terão acesso aos cursos superiores.
Em contra partida, todos os anos o Governo Federal gasta cerca de 42% de todo seu orçamento para pagar uma dívida pública que já não existe, gasta milhões na construção de estádios de futebol para uso da FIFA. Privatiza bens do povo brasileiro em favor dos grandes monopólios Norte-americanos e Europeus, chegando a leiloar mais uma de nossas riquezas, o Campo de Libras na Bacia de Santos. A maior reserva do pré-sal do País, que chegará a produzir 1,4 milhões de barris de petróleo por dia.

Com tudo, o povo brasileiro é quem sofre as consequências desses danos. A juventude mostrou durante o mês de junho e julho deste ano que deseja um país mais justo, verdadeiramente democrático. Queremos um Brasil que valorize a educação, que coloque os anseios do povo em prioridade, e que a juventude, o trabalhador, a mulher não precisem mais escolher entre realizar seus sonhos e encarar uma vida de sacrifícios e exploração. A universidade deve ser aberta para o filho do trabalhador, garantir que o jovem ingresse no ensino superior sem ter que passar por processos seletivos injustos que distanciam do povo o acesso à universidade pública. Só na luta é que vamos garantir nossos anseios, pois só conquista quem luta!